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Rosângela perdeu terreno onde faria ONG e levou animais para casa. Alguns cães serão expostos em feira de adoção neste fim de semana.

Uma protetora animal que já acolheu 84 cães em sua casa, em Moema, na Zona Sul de São Paulo, provoca polêmica com os vizinhos, que se dizem incomodados com o barulho e com o mau cheiro. O Ministério Público acompanha o caso.

Rosângela de Abreu recebeu a reportagem para contar sua versão da história. “Sou filha única. Quando nasci, acho que minha mãe já percebeu, ‘Ih, essa daí já vai dar problema suficiente”, brincou. “Venho de uma família que sempre adorou animal. Eu tinha um gatinho, que ficava no berço comigo e o cachorro da minha mãe ficava ao lado, vigiando”, contou, enquanto os cachorros de diferentes tamanhos abanavam o rabo e pulavam em cima dela.

“Não vou falar que eu queria ter tantos cachorros aqui. Não gosto de animal preso, mas quero doar e não desovar”, Rosângela de Abreu, árbitra de basquete e protetora animal

Ela apresentou o imóvel, que estava sujo e com cheiro forte. “Os problemas começaram justamente quando eu pretendia reformar a casa”, contou Rosângela, que está com 49 anos e mora com a família na casa adquirida há 75 anos no bairro, quando a “Avenida Iraí era um rio e o Shopping Ibirapuera era um campo de futebol”.

O afeto pelos animais cresceu na adolescência, conforme ela se aproximou de pessoas ligadas à proteção animal, e, anos mais tarde, fundou a ONG Auqimia em Parelheiros, na Zona Sul da cidade. “Aluguei um sítio, onde ficamos por cerca de 13 anos, até que o proprietário pediu o local. A esta altura, eu estava com mais de 100 cães, mas tive que arrumar um outro espaço com urgência” disse.

Por G1

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